Vida Real

Um relato sobre fé: Eu nunca deixei de acreditar

Hoje eu tenho 63 anos. Assim que casei, tentei engravidar durante oito ou nove anos, sem nenhum sucesso. Fiz oito fertilizações, sendo que nas quatro últimas precisei de doação de óvulos. Nenhuma deu certo. Meu marido desistiu antes de mim, e paramos com o tratamento.

Um pouco depois, engravidei espontaneamente. Mas perdi essa gravidez: tive um problema raro na placenta, que sufocou o feto, e precisei fazer uma curetagem. Foi um processo muito difícil.

Quando acabou, minha médica disse que eu não poderia engravidar por cerca de um ano. Nessa época eu tinha 44 anos. Ela me alertou que, se eu engravidasse, poderia perder o útero. Eu pensei: aos 44 anos, perder o útero para ter um filho pode ser uma troca justa. E nunca parei de tentar.

Um belo dia, engravidei do meu filho — na semana em que completei 45 anos. Gravidez espontânea. Segui com a gestação, que teve várias intercorrências. Fizemos a amniocentese, muito comum na época. A prévia do exame indicou que ele tinha 4% de chance de ser uma criança saudável, até que saísse o resultado completo. No dia de São José, 19 de março, recebi o resultado: meu filho era um bebê saudável.

Ele nasceu prematuro. Hoje tem 17, quase 18 anos. Eu sou muito realizada. A maternidade mudou totalmente a minha vida: os meus valores, os meus desejos, os meus anseios, os meus medos, as minhas esperanças. Tudo mudou a partir da gravidez.

Mas o mais importante de tudo é que eu nunca deixei de acreditar. Como muitos de vocês sabem, eu sou taróloga, e uso o tarô não só para os outros, mas para mim. E o meu tarô sempre disse: você vai conseguir, você vai ter um filho, seu filho será saudável e você vai engravidar de maneira espontânea. E foi exatamente isso que aconteceu.

Então o meu relato para vocês é dizer o seguinte: nunca percam a fé. Quando as orações sobem, os milagres descem. Acreditem nisso.

Um beijo no coração de todos, e a gente se vê por aqui.

Adriana Kastrup
Quem escreve
Adriana Kastrup Taróloga
Nascida no Rio de Janeiro em 1962. Taróloga há 44 anos, estudou tarot no Brasil, na França e na Itália, se especializando na leitura simbólica e na tradição do tarot de Marseilles. Casada desde 1999, mãe de um menino de 17 anos.
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