
Quantas pessoas no mundo podem dizer que têm alguém envelhecendo ao lado delas?
A gente cresce ouvindo que envelhecer é perder. Ninguém conta que, nas amizades, acontece o contrário. Quanto mais tempo passa, mais a gente ganha.
Mais histórias que só vocês duas conhecem. Mais silêncios confortáveis. Mais liberdade pra contar qualquer coisa sem ensaiar, porque entre vocês julgamento nunca teve vez.
Tem amiga que caminha com você desde sempre. Ela sabe de onde você veio, o que você venceu e o que ainda dói. E tem amiga que chegou há pouco, mas chegou de um jeito que parece que sempre esteve. Dessas em que meia dúzia de conversas valem por décadas. Quando você conta uma novidade, ela entende o tamanho que aquilo tem na sua vida. Se você some, ela não cobra. E o reencontro é como se tivesse sido ontem.
E tem uma coisa que pouca gente fala: nem toda amizade teve a chance de envelhecer. Teve as que a vida interrompeu, as que a distância venceu, as que partiram cedo demais. Por isso, quando uma amizade chega com você até aqui, ela é uma das maiores riquezas que uma mulher pode ter.
Talvez o privilégio não seja completar mais um ano, e sim olhar pro lado e ver quem continua ali, de mãos dadas com você.

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