
Fomos ao maior encontro de creator economy da América Latina com uma missão: olhar para as mulheres que constroem esse mercado. E conversamos com duas delas: Mônica Albuquerque, vice-presidente de Conteúdo Original do Disney+ no Brasil e parceira do Grupo Cheguei, e a cantora e apresentadora Priscilla Alcântara.
São Paulo recebeu, nos dias 24 e 25 de junho, a quarta edição do Influent Summit, no Expo Center Norte. Foram mais de 250 palestrantes, três palcos simultâneos, salas de workshop e um público estimado em 10 mil pessoas, entre criadores de conteúdo, marcas e executivos de empresas como TikTok, Meta, Globo, Spotify e LinkedIn.
O Grupo Cheguei esteve lá, do nosso jeito. Quem acompanha o Cheguei sabe que a nossa pauta nunca é o evento em si. É sempre quem está ali, vivendo aquilo. No Influent Summit, isso significou olhar para as mulheres que fazem a creator economy acontecer, muitas vezes conciliando carreira, filhos e recomeços que não aparecem no palco.
O tema que atravessou o evento inteiro ajudou: segundo o fundador Giulliano Ribeiro, o mercado está saindo da “era dos likes” para a “era dos negócios estruturados”. Criar conteúdo deixou de ser hobby faz tempo. É trabalho, é empresa, é carreira. E cada vez mais mulheres estão no comando dessa transição.
O painel que a gente não podia perder
Na tarde do dia 25, o painel “Produção Local, Alcance Global” reuniu três nomes de peso do audiovisual brasileiro: o diretor Daniel Rezende, a cineasta Vera Egito e Mônica Albuquerque, vice-presidente de Conteúdo Original do Disney+ no Brasil e parceira do Grupo Cheguei. A conversa tratou do que faz uma história produzida no Brasil ganhar o mundo.
“Não desistir de carregar as bandeiras” – Monica Albuquerque
Depois do painel, conversamos com Mônica no recorte que é a nossa cara: não sobre streaming, mas sobre caminhos de mulher. Ela tem mais de 30 anos de indústria, passagens por Globo e NBCUniversal Telemundo, e voltou ao Brasil em 2026 para assumir a liderança de conteúdo original do Disney+.
Pedimos um conselho para as mulheres que querem crescer na carreira:
“O mais importante, não só na indústria, mas em todos os segmentos de negócio, é a gente não desistir. Muitas vezes você tem uma ideia, um projeto, e às vezes não é o tempo adequado, às vezes os seus clientes internos não estão preparados para entender aquela proposta. O tempo é um aliado na construção de um entendimento, de uma ponte, de uma oportunidade. Então o mais importante é não desistir das suas ideias: encontrar outros momentos, outros formatos, outro jeito de trazer uma proposta de volta. E para as mulheres isso é ainda mais importante, porque a gente sabe que, infelizmente, ainda existe um machismo estrutural que silencia esse olhar e essa voz feminina, contra o qual a gente tem que estar sempre atenta. E a melhor maneira de ficar atenta é não desistir de carregar as bandeiras com a gente pelos nossos caminhos.”
E sobre o que é preciso para alcançar cargos de liderança:
“Tanto as mulheres quanto os homens, para alcançar cargos de liderança, têm que entender que a gente está sempre aprendendo, e estar aberto para aprender e contribuir de forma generosa com aquilo que aprende. O mais importante da liderança é formar os próximos líderes, e a gente não faz isso retendo informação. Compartilhar informação é o que te alavanca e possibilita crescer na carreira. Aprender, ensinar e criar a partir disso é a melhor maneira de conquistar um cargo de liderança.”
Priscilla Alcântara: a virada de chave dos 30
Outra presença que conversou com a gente foi Priscilla Alcântara, cantora e apresentadora, que também palestrou no evento.
Perguntamos qual recado ela deixaria para as mulheres:
“A gente é tão capaz quanto qualquer ser nesse mundo. A mulher tem uma força, uma capacidade não só de existir, mas de viver mesmo, e de criar a vida no sentido não literal da palavra: de usar a criatividade para abrir portas, construir caminhos. O principal é acreditar nessa potência que existe dentro da gente, que faz a gente alcançar o que quiser. A gente não precisa esperar que façam por nós. O poder está dentro da própria mulher, de abrir o nosso próprio caminho.”
Priscilla tinha completado 30 anos na semana do evento, e a gente quis saber o que muda com a chegada dessa nova fase:
“Eu me sinto mais bonita, a pele está melhor, a autoestima está melhor. Vira uma chave mesmo. Eu ouvia isso e achava que era coisa da cabeça das pessoas, mas realmente vira uma chave. Parece que tudo que eu vivi em 20 anos era para essa década dos 30, para eu viver livre, à vontade, segura. Muita coisa que eu experimentei é o que está me dando segurança de viver os 30 mais feliz, mais leve.”
O que fica
Saímos do Influent Summit 2026 com a certeza de que esse mercado, que ocupa cada vez mais espaço na vida das famílias, é feito por mulheres em todas as fases: a que está começando, a que lidera, a que acabou de virar uma década e sente a chave girar.
Quer nossa cobertura em outros eventos? Comente aqui onde a gente deveria ir! 🙂
Compartilhe com quem
também vai gostar!


















