Vida Real

A gente não quer parar o tempo. Quer viver bem cada ano que ele traz.

Na maturidade, a pergunta sobre longevidade muda de lugar: o que a gente quer fazer com o tempo que ainda tem pela frente?

Tem uma conversa que a gente escuta o tempo todo por aí. Como não envelhecer, como disfarçar as marcas, como voltar a ser quem a gente era há vinte anos. E talvez a gente ande gastando energia demais tentando frear o relógio, quando podia estar pensando em como aproveitar cada ano que ainda vem.

Porque envelhecer já está acontecendo, com a gente e com todo mundo. A maturidade chega e traz junto uma pergunta que muda tudo: o que a gente quer fazer com o tempo que ainda tem?

Quando a gente para pra pensar no que realmente importa, a resposta costuma vir por um caminho bem diferente do que a gente imaginava. Ela vem em forma de saúde pra viajar e conhecer lugares que a gente nunca viu. Força pra carregar a própria mala. Disposição pra caminhar, subir uma escada, aproveitar o dia inteiro sem ficar se perguntando se o corpo vai dar conta. Vem também em forma de sentar à mesa, comer bem e aproveitar a companhia. De continuar cercada das pessoas que a gente ama. De se olhar no espelho e reconhecer a mulher que a gente escolheu ser.

Longevidade, pra gente, sempre foi sobre fazer o melhor uso do tempo que a gente tem. E fazer o melhor uso do tempo é, no fundo, uma sequência de escolhas. Escolher se movimentar. Escolher aprender coisa nova. Escolher rir, experimentar, amar, começar de novo quantas vezes for preciso. Escolher olhar pra vida com curiosidade, mesmo depois de já ter visto tanta coisa.

Talvez essa seja uma das descobertas mais bonitas dessa fase: entender que o tempo pode ser um convite. Que ainda tem muita vida pela frente. E que a gente quer viver essa vida inteira, com presença, do começo ao fim.

Porque, no fundo, o que mais assusta a gente é a ideia de passar pela vida sem vivê-la de verdade. Envelhecer, a gente encara. Ficar de fora da própria vida, isso sim dá medo.

Chegar na maturidade, pra gente, é isso: continuar escolhendo viver. Todos os dias, o quanto der.

Patricia Garboni
Quem escreve
Patricia Garboni Criadora de Conteúdo
Formada em Administração de Empresas pela PUC-SP, é mentora, palestrante e fundadora do podcast Cinquentei, e agora?, voltado para mulheres acima dos 40 anos. Seu trabalho é focado em combater o etarismo e encorajar mulheres a superar obstáculos pessoais e profissionais, ajudando-as a se relacionar melhor com essa fase da vida.
Gostou desse conteúdo?
Compartilhe com quem
também vai gostar!

Quer entrar para a nossa lista?

Posts relacionados