
A história do laço, os sinais que merecem atenção e o que mudou na recomendação da mamografia. Tudo em um lugar só, para ler, salvar e compartilhar.
Chegamos em outubro, o mês rosa. Monumentos iluminados, laços por todo lado e um convite que vale para todas nós, em qualquer fase: conhecer o próprio corpo e organizar os cuidados com as mamas. A gente começa pela história e termina com o que dá para colocar em prática hoje.
De onde veio o Outubro Rosa
O movimento nasceu nos Estados Unidos. Em 1990, a Fundação Susan G. Komen distribuiu laços cor-de-rosa para as participantes da primeira Corrida pela Cura, em Nova York. O laço se tornou o símbolo internacional da conscientização sobre o câncer de mama.
No Brasil, a primeira ação aconteceu em 2 de outubro de 2002, com o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, iluminado de rosa. Desde 2010, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) participa oficialmente da campanha. Segundo o INCA, o câncer de mama é o tipo mais frequente entre as brasileiras, depois do câncer de pele, e o diagnóstico precoce amplia as possibilidades de tratamento.
Conhecer o próprio corpo
O INCA incentiva que cada mulher observe e toque as próprias mamas quando se sentir confortável, no banho ou ao se vestir, sem técnica específica. A ideia é simples: quem conhece o próprio corpo percebe mais rápido quando algo muda.
Sinais que, segundo o INCA, merecem uma consulta:
- caroço (nódulo) fixo e geralmente indolor;
- pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
- alterações no bico do peito;
- pequenos caroços nas axilas ou no pescoço;
- saída espontânea de líquido anormal pelos mamilos.
Muitas alterações têm causas benignas. Investigar é o que traz a resposta.
Mamografia: o que mudou
Em setembro de 2025, o Ministério da Saúde atualizou as recomendações de mamografia no SUS:
| Faixa | Orientação do Ministério da Saúde |
|---|---|
| 40 a 49 anos | Acesso ao exame pelo SUS mesmo sem sintomas, em decisão conjunta com o profissional de saúde |
| 50 a 74 anos | Mamografia de rastreamento a cada dois anos |
| A partir de 75 anos | Decisão individual, considerando saúde geral e acompanhamento médico |
A Sociedade Brasileira de Mastologia recomenda mamografia anual a partir dos 40 anos. Por isso, a melhor conversa sobre o seu calendário de exames é com quem acompanha você. Histórico de câncer de mama ou de ovário na família também é uma informação importante para levar à consulta.
Hábitos que fazem diferença
O INCA estima que cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com hábitos como atividade física regular, peso adequado, menos álcool e não fumar. Vale o movimento que cabe na sua vida: caminhada, dança, bicicleta, escada no lugar do elevador.
Para tirar do papel
- Marque a consulta junto com uma data que você já não esquece, como o seu aniversário.
- Leve exames anteriores: eles ajudam na comparação.
- Anote dúvidas no celular antes de ir.
- Combine com uma amiga de marcarem juntas. Cuidado compartilhado tem mais chance de acontecer.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um profissional de saúde.
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