Saúde Mental, Vida Real

A mulher que ouviu “ninguém me abandona” e mesmo assim se salvou a tempo

Pablo Picasso em seu ateliê / Crédito: Getty Images

Ela foi a única mulher que abandonou o Picasso, e o que ele disse antes dela sair deveria acender um alerta em toda mulher.

“Ninguém abandona Picasso.” Foi isso que o Pablo Picasso disse a Françoise Gilot quando decidiu ir embora. E talvez essa seja uma das frases mais perigosas que uma mulher pode ouvir, porque ela não fala sobre amor, fala sobre poder.

Françoise tinha apenas 21 anos quando conheceu o Picasso, ele 61. O homem mais admirado do mundo, o artista que transformava mulheres em obras-primas e depois em escombros emocionais.

As outras mulheres da vida dele foram desaparecendo aos poucos. Algumas perderam a sanidade, outras a própria vida. Mas Françoise percebeu algo que poucas mulheres conseguem enxergar a tempo: existem pessoas que não querem te amar, querem te possuir.

No começo ele a admirava, depois começou a controlar, a diminuir, a fazer ela acreditar que sem ele ela não seria nada. Soa familiar?

Quantas mulheres passam anos dentro de relações onde deixam de existir aos poucos? Não porque alguém as prende, mas porque devagar elas esquecem da própria força.

Até que um dia, Françoise se olhou no espelho e entendeu uma coisa: se eu ficar, eu vou desaparecer. Então ela fez o impensável, pegou a sua dignidade e os seus filhos e foi embora, sem grito, sem implorar, sem pedir autorização.

Quando saiu, Picasso riu e disse: “Ninguém abandona Picasso.” Mas ela abandonou.

E sabe o que aconteceu depois? Ela continuou pintando, criando, vivendo, enquanto o mundo conhecia Picasso como um gênio. Françoise se tornou algo ainda mais raro: uma mulher que se salvou a tempo.

Se você conhece uma mulher que está reaprendendo a própria força depois de uma relação que a diminuiu, envie esse vídeo, porque algumas histórias não falam sobre Picasso, falam sobre nós.

Ana Bianca Rocha Miranda
Quem escreve
Ana Bianca Rocha Miranda Advogada
Advogada com atuação em Direito das Famílias e Sucessões, fonoaudióloga e mestre em Cognição e Linguagem. Escreve e fala sobre rupturas, recomeços e escolhas da vida da mulher, com sensibilidade e clareza jurídica.
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